TEXTO INFORMATIVO
SURDOCEGUEIRA E
DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA
O
texto vem fornecer informações
pertinentes sobre a surdocegueira e a deficiência múltiplas, onde busca mostrar
as principais diferenças entre ambas, as necessidades básicas dessas pessoas
dentro do contexto escolar, e as estratégias utilizadas para aquisição da
comunicação.
A
pessoa acometida com a deficiência Múltipla é aquela que possui duas ou mais
deficiência, as áreas afetadas poderá
divergir de pessoa para pessoa, onde há casos com maior
ou menor comprometimento no funcionamento
individual e social, sendo que há ampla possibilidade de combinação, um exemplo
é o sujeito que possui deficiência
física e intelectual, sensorial e intelectual, sensorial e física, física,
intelectual e sensorial.
É necessário um olhar
bem mais singular para essas pessoas com DMU, pois elas possui peculiaridades
diferenciadas, são situações mais complexas de se lhe dar
dentro do contexto escolar, pois requer uma atenção peculiar aos aspectos da
comunicação e o posicionamento. Em que se refere a comunicação, essas pessoas
possui grandes prejuízos nessa área, com comprometimento na oralidade, dessa
forma se faz necessário respeitar a
forma de expressão de cada individuo, dentro das suas possibilidades e individualidade,
pois, todo gesto, expressão e outros
códigos comunicativo é considerado formas de comunicação, cabendo ao receptor
estar atento aos sinais, especificamente os professores que possui um
importante papel dentro da inclusão escolar, compreender o aluno, seus desejos,
necessidades e ser entendido por ele é o primeiro e mais importante desafio dos
profissionais da educação. O posicionamento é
um outro ponto importante a ser observado dentro das peculiaridades da
pessoa acometida com a DMU, o conforto e o bem estar é essencial para se
adquirir novas habilidades e autonomia, procurar perceber a melhor forma de
adequação postural do aluno é de fundamental importância, afim que esse possa se sentir livre,
utilizando de gestos ou movimentos que tenha a intenção de
comunicar algo.
A pessoa que é surdocega, possui uma perda auditiva e visual considerável e de
forma simultânea, sendo que, essa varia de pessoa para pessoa, pois pode ocorre em diferentes graus, há Sudocegueira total, Surdocegueira com surdez
profunda possuindo resíduo visual, Surdocego
com surdez moderada possuindo resíduo visual, ainda há aqueles com surdez
moderada ou leve com cegueira, por último o Surdocego com perdas moderada tanto
auditiva quanto visual.
Como bem observamos são
situações diversificadas, que requer toda uma atenção minuciosa para perceber
cada caso em suas especificidades. Para encontra a melhor forma de comunicação
com esses pessoas surdocega, também é necessário ter o conhecimento sobre o período
que surgiu a surdocegueira, se o caso é congênito ou adquirido. Há surdocego
com audição residual e ate a fala, a surdez evoluiu após a aquisição da
linguagem oral, no entanto temos aqueles que já nasceu surdocego ou adquiriu a deficiência
antes de ter acesso a linguagem.
A escola precisa estar
atenta a cada aluno surdocego, observando todas as pecularidades citadas
anteriormente, para desenvolver um trabalho eficaz com esses alunos, pois, há formas
diferentes de comunicação e de aprendizagem, o uso do tato é importante para
ambos os caso, para aqueles que adquiriu
a deficiência após aquisição da linguagem pode ser usado como forma de comunicação
o “Braille Tatil”. Já para os que não tiveram acesso a linguagem, o tato também é importante
para sentir as formas do objetos e
associar as funções, as atividades corriqueira do dia-a-dia.
A deficiência surdocegueira se diferencia da Deficiência múltipla,
ou de pessoa somente surda ou sega, pelo forma de comunicação e aprendizagem, pois as
demais deficiência com exceção a surdocegueira possui algum dos canais
sensoriais para ter acesso ao conhecimento sobre o muno que o cerca, é uma deficiência que possui particularidades única, sendo observada dentro do contexto
escolar como tal. A escola possui um papel importante dentro desse processo, essa deverá desempenha o papel de mediadora, pois esse individuo
surdocego precisa receber as informações
que está em sua volta, para poder acolher e interpretar, já que não possui
nenhum dos canais sensoriais para ter acesso a esse conhecimento. Nesse sentido
a escola terá a função de criar estratégias e metodologias que contemplem as
necessidades desses alunos surdocego ou com DMU, utilizando diferentes
mecanismos de comunicação, afim de uma maior autonomia e aprendizagem.
Referências:
Maria,
Shirley Rodrigues. AEE – Atendimento Educacional Especializado.
Aspectos
Importantes para saber mais sobre Surdocegueira e Deficiencia Múltipla. São
Paulo, 2011.
Coletânea
UFC-MEC/2010; A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar –
Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiencia Múltipla.